27 de abr de 2014

Nós...

NÓS E AMARRAS


   Desbravadores os nós são importantes e necessários na rotina do clube de desbravadores. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia. Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
- Simplicidade em ser feito
- Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
- Facilidade em ser desatado
    A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto.
Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

    Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:

Nós de travagem – São destinados a rematar a ponta de uma corda de modo a engrassá-la ou evitar que se desfie.

Nós de Junção – Servem para ligar entre si duas cordas de espessura igual ou diferente.

Nós de salvamento – São considerados como tal, os formados por uma ou mais alças que não correm e destinados a subir ou descer pessoas ou objetos.

Nós de Ligação – São utilizados quando se pretende ligar varas ou troncos. A corda necessária à sua execução é proporcional ao diâmetro das varas ou troncos utilizados, e por cada centímetro de diâmetro é necessário 30 centímetros de corda.

Nós diversos – São aqueles que não se enquadram dentro dos capítulos anteriores.

Falcaças – Utilizam-se em volta do seio de um cabo de maior diâmetro de espessura segurando-o.

Costuras – Utilizam-se nos chicotes de um cabo para que este não se desfie.

A espessura de uma corda é designada por bitola (fig.1) e é a partir do seu valor que sabemos se se trata de uma espia (bitola igual ou inferior a 1 cm.)
Cabo solto ou solteiro é aquele que, não tendo uma utilidade especifica, serve para qualquer trabalho.
Num cabo ou numa espia, as extremidades têm o nome de pontas ou chicotes e no caso de a corda estar amarrada, a extremidade que segue o nó tem o nome de Lado Firme e a parte restante da corda designa-se por seio (Fig.2).
A volta na corda que forma um olhal chama-se Cote (Fig.3) e será direto se o cruzamento se der com o chicote por cima do seio, e inverso se o chicote passar por baixo.




NÓS DE TRAVAMENTO

Nó Simples

O nó simples também designado por laçada, pode ser:
- Singelo – Começa-se com um cote direto ou inverso passando por baixo do seio (Fig.4).
- Dobrado – Para a execução deste nó existem dois processos:
- Dá-se à corda tantas voltas com o chicote quantas as desejadas até ficar com uma disposição semelhante à da figura 5. Para terminar o nó (Fig.6) puxa-se pelas extremidades até ele ficar devidamente socado.

  

- Aconselha-se quando se deseja um nó com muitas voltas: Enrola-se a corda à volta de um bocado de madeira as vezes que se quiser (Fig.7). Seguidamente, retira-se a madeira e faz-se passar o chicote “A” por dentro das voltas dadas, e simultaneamente por detrás do chicote “B”, como mostra a figura 8. Finalmente, depois de socado, obtém-se o nó desejado (Fig.9).


O nó simples dobrado ou laçada dobrada, pode ainda ser designado por: Nó simples Mordido, Nó de Frade, Nó de Satura ou Nó de Capucho.

Nó de Azelha

Este nó executa-se do mesmo modo que o nó simples mas é dado com a corda dobrada (Fig.10).


Nó de Trempe

Também designado por nó de Oito ou Volta de Fiador, inicia-se com um cote e leva-se o chicote a passar pelo interior deste contornando o seio (Fig.11).


NÓS DE JUNÇÃO

Nó Direito

Este é um dos primeiros nós, senão mesmo o primeiro, que se aprende nos escoteiros. Serve para ligar duas cordas de bitola igual e de materiais iguais que não demandem muita força.
Para executar o nó direito basta cruzar os chicotes duas vezes, sendo sempre o mesmo a passar por cima (Fig.12).


Nó Torto

Este nó varia do anterior apenas porque no segundo cruzamento de chicotes, passa por cima o chicote que anteriormente tinha passado por baixo.
Este nó é pouco utilizado devido à sua facilidade de correr.

Nó cabeça de Cotovia

Também designado por nó de Pescador ou nó de Burro. É o nó usado para unir cordas de bitolas iguais ou próximas, sendo muito finas, molhadas ou escorregadias.
Execução: Coloca-se as cordas lado a lado e em sentidos contrários de forma que o chicote de cada uma delas possa dar o nó simples em torno do seio da outra (Fig.13). Para o nó ficar bem socado é necessário que os nós simples encostem bem um no outro.


Se quisermos que este nó fique ainda mais seguro, faz-se da mesma forma e os chicotes, em vez de uma, dão duas voltas em torno da outra corda, fazendo assim o nó Cabeção de Cotovia Dobrado (Fig.14).


Nó de Escota

Serve para unir duas cordas de bitola ou materiais diferentes. Para a execução é necessário dobrar o chicote da corda mais grossa de modo a formar uma argola por onde vai passar a mais fina que, depois de a rodear, se vai trilhar (Fig.15).


Nó de Tecelão

O único motivo que faz este nó se diferenciar do anterior é o modo como ele é feito e nas cordas em que se utiliza. Este nó é utilizado em cordas muito finas. Cruzam-se as duas espias ficando a da direita por baixo. De seguida o seu seio vai dar uma volta em torno do chicote, formando, assim, uma argola por onde vai passar o chicote da outra espia (Fig.16).


Nó de Correr

Também chamado de nó de laço, este é um dos nós que soca tanto mais, quanto maior for o esforço exercido na corda. O nó de Correr pode ser apresentado das seguintes formas:
- Vulgar Forma-se um cote e faz-se o seio passar através dele (Fig.17).
- Outra forma é o chicote dar uma laçada em torno do seio (Fig.18).

Nó de Pedreiro

Este nó destina-se a prender uma corda a um suporte afim de o içar ou arrastar.
Executa-se fazendo um cote e enrolando o chicote à volta dele, fazendo passar o tronco por dentro dele. Pode-se ainda dar mais uma volta ao tronco com o cabo para maior segurança (Fig.19).
A este nó também se chama: Volta da Ribeira.


NÓS DE AMARRAÇÃO

Nó de Barqueiro

Também conhecido por nó de Porco ou Volta de Fiel, este nó pode ser feito na mão (Fig.20) dando com a corda duas voltas redondas que, depois de sobrepostas, se vão encapelar no tronco, ou feito diretamente no tronco (Fig.21), dando duas voltas redondas em volta do tronco de modo a que o chicote passa por cima na primeira e por baixo na segunda, ficando trilhado.
Este nó serve para amarrar um cabo ou uma espia a um suporte fixo.


Nó de Botija

Além de servir como nó de amarração, este nó é também utilizado para suspender garrafas pelo gargalo (dai a origem do seu nome) ou como adorno no fiador das espadas, daí designar-se também por nó de Espada.
Execução: Depois de dadas duas voltas redondas, de sentidos contrários e ligeiramente sobrepostas, obriga-se o seio a seguir o percurso indicado pelas setas na figura 22.


Nó de Tripé

Este nó é muito útil para se construir um tripé rapidamente.
Dão-se dois cotes, um direto e outro inverso, na mesma corda, e sobrepõem-se ligeiramente (Fig.23). De seguida puxam-se os seios conforme as setas indicam, ficando três olhais que são para introduzir as três varas do tripé. Depois de apertar bem o nó termina-se unindo as pontas com um nó direito (Fig.24).


NÓS DE SALVAMENTO

Nó de Sirga ou Pega

Este nó começa-se com um cote direto e faz-se com que o chicote passe por baixo dele. Repara na figura 25 para melhor veres a execução deste nó.


Nó Lais de Guia

A este nó também se chama de nó de Salvação Simples ou Cadeira Alpina.
Passado sob as axilas de uma pessoa, serve para a suster ou deslocar, quer puxando-a no solo, que içando-a ou deslocando-a (Fig.26).


Nó Lais de Guia Duplo

Também designado por Nó de Salvação Duplo, aplica-se em vez do anterior quando a corda utilizada for de fraca resistência, em relação ao esforço que nela se vai empregar.
Na sua execução, começa-se como o nó anterior, ao que se seguem duas voltas dadas com o chicote, que devem ser semelhantes para permitir uma divisão igual do esforço pelas duas. O final do nó obtém-se quando o chicote terminar o percurso indicado pela seta na figura 27.


Nó de Estribo

O nó de estribo ou alpinista executa-se dando com o seio duas voltas redondas de sentidos contrários, que, depois de ligeiramente sobrepostas, se vai passar o seio pela intersecção das voltas e, depois, socá-lo convenientemente, conforme podes ver na figura 28.


Nó de Encapeladura

Este nó é também designado por nó de Cadeira de Bombeiro ou nó de Catau.
O nó de Encapeladura tem várias variantes. Apresentamos-te aqui duas delas (Fig.29 e Fig.30).

          

NÓS DE LIGAÇÃO

Durante a execução dos nós de ligação, a corda deve estar sempre bem esticada e as juntas bem unidas e puxadas para o centro.
Para se ligarem as varas ou troncos mais grossos é conveniente fazer um desbaste nas superfícies a unir de modo que elas se ajustem.

Botão em Esquadria

Serve para unir duas varas ou troncos, formando entre si ângulos de 90º.
Inicia-se e termina-se a ligação com o nó de Barqueiro. São dadas voltas em torno das varas ou troncos, de modo que passem alternadamente por trás e pela frente, sendo depois, estas voltas, esganadas com voltas dadas perpendiculares às primeiras (Fig.31).


Botão em Cruz

Esta ligação serve para unir varas ou troncos que formem entre si ângulos diferentes de 90º.
Inicia-se com o nó de Pedreiro de modo a abraçar os dois paus, na junção. De seguida dão-se as voltas principais, primeiro num sentido, depois noutro, que irão depois ser esganadas.
Termina-se a ligação com o nó de Barqueiro numa das varas (Fig.32).


Peito de Morte

Serve para reforçar ou acrescentar uma vara. Inicia-se com o nó de barqueiro numa das varas e, de seguida, dão-se voltas redondas em torno das duas varas. Depois de se esganarem estas voltas, termina-se a ligação com o nó de barqueiro numas das varas. Pode-se também fazer o botão de falcaçar, em substituição do Peito de Morte, como podes ver na figura 33.


Tripé

Colocando as varas ou troncos, uns ao lado dos outros, dá-se com a corda diversas voltas falidas, que, depois são esganadas. As voltas falidas são voltas dadas em torno de quaisquer objetos de eixos paralelos, obrigando-se o chicote a descrever sucessivos oitos. Inicia-se e termina-se com o nó de Barqueiro (Fig.34).


NÓS DIVERSOS

Nó de Encurtar

Este nó destina-se a encurtar uma espia sem desatar os chicotes e reforçá-la quando tem algum ponto fraco.
Executa-se formando um “S” com a corda e de seguida dão-se as voltas que se vão encapelar nas dobras da corda (Fig.35).
Para maior segurança pode-se enfiar um pau nas argolas.


Nó de Evasão

Utiliza-se este nó quando se pretende descer por um cabo e recolhê-lo no final da descida (observa a execução deste nó na figura 36).
A descida é feia por uma das pontas do cabo e, no final, puxa-se pela outra ponta para desprender.


Torniquete Espanhol

O Torniquete (Fig.37) serve para esticar um cabo frouxo. Termina-se com dois “Peitos de Morte” em cada ponta.


Nó de Escada

Como o próprio nome indica, este nó é utilizado para fazer a escada típica com varas de madeira (Fig.38). Este nó também é chamado de Volta de Tortor.


Nó de Barril

Nó utilizado para suspender objetos grandes, idênticos a um barril (Fig.39).


FALCAÇAS

Falcaça Simples

Esta falcaça simples (ou de chicotes mordidos) é utilizada com uma corda em volta de um cabo (Fig.40) sendo idêntica ao Botão de Falcaçar.


Falcaça à Americana

Este é outro tipo de Falcaça, observa a figura 41.


Meias voltas mordidas

A figura 42 mostra-te a execução de outro tipo de falcaça.


Falcaça de Agulha

Para segurar as pontas de um cabo, para que este não se desfie, pode-se utilizar a Falcaça de Agulha (Fig.43).


COSTURAS

Costura em Pinha

Vamos aqui fazer referência a 3 tipos de costuras. Esta, a costura em Pinha, utiliza-se para terminar a extremidade de um cabo para que este não se desfie (Fig.44).


Costura de Alça

Esta costura, tal como o nome indica, serve para fazer uma alça na extremidade de um cabo (Fig.45).


Costura Singela

Também designada por costura redonda ou de emendar, serve para ligar dois cabos idênticos entre si pelas extremidades (Fig.46).

26 de abr de 2014

Investidura Líder Master Avançado


12 de abr de 2014

As cobras mais venenosas do Brasil

As serpentes (cobras) mais venenosas do Brasil são: (1º) a coral verdadeira, (2º) a cascavel, (3º) a surucucu pico-de-jaca e (4º) a jararaca


Classificar as cobras ou serpentes mais venenosas do Brasil é um assunto um pouco complexo, pois temos de avaliar a quantidade de acidentes ofídicos, bem como as consequências do envenenamento. No entanto, quatro delas são bastante significativas, como a coral verdadeira, a cascavel, a surucucu pico-de-jaca e a jararaca. A coral verdadeira é a mais venenosa, embora cause apenas 1% dos acidentes com cobras no país. Em segundo lugar, está a cascavel; em terceiro, a surucucu pico-de-jaca; e, em quarto, a jararaca, responsável por mais de 80% dos acidentes no Brasil. Independente de seu tamanho, uma única picada de uma dessas criaturas pode ser tão letal quanto o ataque voraz de um grande carnívoro. Por outro lado, as serpentes (ou cobras) contribuem, e muito, para a medicina. O Captopril (hipertensão), isolado do veneno da jararaca, é um exemplo disso, além da cola para fins cirúrgicos. Daí a importância de se preservar as espécies, respeitando-as.

Hábito

As cobras ou serpentes que apresentam pupilas dos olhos elípticas têm hábito noturno. Já as que apresentam pupilas dos olhos arredondadas têm hábito diurno. Outras espécies apresentam atividade tanto durante o dia como a noite.

Sentidos

As cobras dardejam a língua bífida (bifurcada) para capturar moléculas odoríferas do ambiente, transportando-as até o Órgão de Jacobson, situado no céu da boca, onde processam as informações. Sua audição é pouco desenvolvida, já a visão é mais desenvolvida em espécies de hábitos diurnos e arborícolas e mais reduzida nas espécies fossoriais (subterrâneas). Há cobras, como a cascavel e a jararaca, que podem detectar a temperatura do corpo dos animais para caçá-los.

Alimentação

As cobras são carnívoras, predando vários tipos de animais, como roedores (ratos e camundongos), lagartos (calangos e lagartixas) e anfíbios anuros (sapos, rãs e pererecas) são os principais tipos de presas. Da mesma forma, podem se alimentar de marsupiais (cuícas), morcegos, salamandras, girinos, peixes, minhocas, lesmas, caramujos, centopeias e até outras cobras. Cada espécie de cobra tem um tipo de dieta: algumas alimentam-se apenas de um tipo de presa (chamadas de especialistas) e outras, vários grupos animais (chamadas de generalistas).
  
Reprodução

As serpentes apresentam sexos separados, ou seja, existem indivíduos machos e fêmeas. Os machos apresentam o hemipênis, que fica alojado na base da cauda. No momento da cópula, esse órgão genital infla-se com sangue e é introduzido na cloaca da fêmea. A maioria das serpentes é ovípara (colocam ovos) e outras são vivíparas, dando à luz filhotes já formados.
  
As cobras mais peçonhentas do Brasil
  
Coral Verdadeira    
  
A peçonha da coral verdadeira é neurotóxica, ou seja, atinge o sistema nervoso, causando dormência na área da picada, problemas respiratórios (sobretudo no diafragma) e caimento das pálpebras, podendo levar uma pessoa adulta a óbito em poucas horas.

A coral verdadeira geralmente é identificada pela posição das presas ou pela quantidade e delineamento dos seus anéis. Ela tem hábito noturno e vive sob folhas, galhos, pedras, buracos ou dentro de troncos em decomposição.  Ao se sentir acuada ou ser atacada, a cobra coral rapidamente contra-ataca, por isso recomenda-se o uso de botas de borracha cano alto, calça comprida e luvas de couro, bem como evitar colocar a mão em buracos, fendas, entre outros.

A pessoa picada pela coral deve ser levada imediatamente ao médico ou posto de saúde, além da captura da cobra ainda viva. Deve-se evitar que a pessoa se locomova ou faça esforços, para que o veneno não se espalhe. Da mesma forma, deve-se evitar técnicas como abrir a ferida para retirar o veneno, chupar o sangue, isolar a área atingida, fazer torniquetes, entre outros, sendo o soro a melhor opção.

O tratamento é feito com o soro antielapídico intravenoso.

Cascavel

A cascavel possui um chocalho característico na cauda. Em vez de sair completamente de sua pele antiga, mantém parte dela enrolada na cauda em forma de um anel cinzento grosseiro. Com o correr dos anos, estes pedaços de epiderme ressecados formam os guizos que, ao vibrarem, balançam e causam um ruído bastante característico.

Embora no conceito popular o número de anéis do guizo é interpretado como correspondente a idade desta cobra, isto não é correto, pois, no máximo, poderia indicar o número de trocas de pele. A finalidade do som produzido pelo guizo é de advertir a sua presença e espantar os animais de grande porte que lhe poderiam fazer mal.  É uma ótima chance de evitar o confronto. O veneno da cascavel provoca visão dupla e paralisa os músculos da vítima.

O soro utilizado contra a picada desta serpente é o anticrotálico.

Surucucu pico-de-jaca

A surucucu é a maior serpente venenosa da America do Sul e uma das maiores do mundo, podendo  atingir até 4,5m de comprimento. Suas presas medem 3,5cm. Seu corpo é marrom e marcado com formas que lembram losangos marrom-escuros, revestidos por faixas esverdeadas.

Sua cauda não tem guizos, como a cascavel, mas é capaz de emitir um determinado som, esfregando contra a folhagem um pequeno osso que possui no extremo da cauda. Assim, como a cascavel, a surucucu também dá sinal de que está incomodada por terem invadido seu território. Ela é capaz de dar um bote com aproximadamente um terço do tamanho do seu corpo.

Quando alguém é picado por uma surucucu, apresenta o seguinte quadro: queda na pressão arterial, inchaço e dor no local da picada, diminuição da frequência cardíaca, alteração de visão, sangramentos na gengiva, pele e urina, vômito, diarreia, necrose e insuficiência renal. O veneno da surucucu, de ação neurotóxica, é extremamente letal. Por isso, deve-se procurar rapidamente ajuda médica.

O soro utilizado contra a picada desta serpente é o antilaquético/antibotrópico laquético.

Jararaca

A jararaca possui corpo marrom, com manchas triangulares escuras, faixa horizontal preta atrás do olho e região ao redor da boca com escamas de cor ocre uniforme. Ela é a principal causadora de acidentes ofídicos nas Américas, assim como mortalidade. Sem tratamento, a taxa de mortalidade é estimada em sete por cento, mas, com uso de soro antiofídico e tratamentos de suporte, esta taxa é reduzida para entre 0,5 e três por cento.

O veneno da jararaca apresenta forma de ação proteolítica, provocando necrose e inchaço, que podem comprometer o membro atingido, além de causar tontura, náusea, vômitos entre outros sintomas. Em geral, a morte resulta da hipotensão provocada pela hipovolemia, falência renal e hemorragia intracraniana. Complicações frequentes incluem comprometimento do membro e falência renal.
A partir de estudos científicos, com o veneno da Bothrops jararaca, foi desenvolvido o Captopril, um dos medicamentos mais utilizados para tratamento de hipertensão.
O soro utilizado contra a picada desta serpente é o antibotrópico.
Cobras venenosas do Brasil

As cinco cobras mais perigosas do Mundo

 Fonte Pesquisa: http://uhull.virgula.uol.com.br/08/04/as-5-cobras-mais-perigosas-do-mundo/

Inland Taipan

A espécie inland taipan (Oxyuranus microlepidotus) é considerada a cobra mais venenosa do mundo. Possui um veneno hemotóxico potente e complexo (que faz o sangue se liquifazer, destruindo as células sanguineas, podendo ocorrer hemorragias internas), inoculado através de duas presas fixas que tem na parte posterior da boca, capaz de matar um ser humano em menos de 45 minutos. Estima-se que o veneno disponível em suas presas seria capaz de matar 100 homens ou 250.000 ratos. A espécie taipan comum, por sua vez, é considerada a terceira cobra mais venenosa do mundo. É da mesma família da cobra Coral e Naja.
São encontrados principalmente no norte da Austrália e sul da Nova Guinea.
Inland Taipan3 500x352 As 5 cobras mais perigosas do Mundo

Naja – Phillippine

A Naja Phillippine é a segunda cobra mais mortal do planeta. Com seu tamanho pequeno, essa cobra possui um dos venenos mais mortais do mundo. Com apenas uma gota de veneno, a neurotoxina afeta os batimentos cardíacos, paralisa função respiratória e pode causar a morte em menos de 30 minutos. A Naja é capaz de cuspir o seu veneno até 3 metro de distância.
Encontradas principalmente nas ilhas de Luzon, Mindoro, Catanduanes e Masbate.
Philippine cobra 3 As 5 cobras mais perigosas do Mundo

Indian Krait

Essa cobra, que ocupa o terceiro lugar da lista, possui uma coloração negra azulada com faixar brancas sobre o corpo. Por ser extremamente potente, o veneno da Krait é se espalha rapidamente nas veias sanguineas, causando paralisia muscular. A vítima começa a ter espasmos, cãibras, tremores que comprometem o funcionamento dos orgãos.
Essa belezinha é encontrada principalmente na Índia, Paquistão e Srilanka.
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King Cobra ou Cobra-Real

Apesar de não ter um veneno excessivamente virulento (com uma toxicidade inferior à da maioria das suas “primas”, as najas), possui a capacidade de inocular grandes quantidades por mordida, o que a torna uma das serpentes mais letais. Numa só mordida ela pode libertar até sete mililitros de neurotoxina, suficiente para matar 20 pessoas ou até um elefante. Porém, tal como a maioria das cobras, é tímida e evita o contacto com o homem e só se for acossada se torna ferozmente agressiva.
Encontradas no Sudeste Asiático e Índia.
kingcobra As 5 cobras mais perigosas do Mundo

Mamba-Negra ou Black Mamba

É a cobra mais rápida do mundo, capaz de se deslocar a 20km/h. No entanto, usa essa velocidade para escapar do perigo e para atacar as suas presas. Tem um bote muito rápido e seu veneno causa paralisia, podendo levar a vítima à morte se não for tratada rapidamente. Se a picada for na região do pé ou na canela pode levar de 2 a 4 horas para a vítima vir a morte; ser for picada na região do tórax ou rosto as vítimas morrem em menos de 20 minutos.
Habita as savanas e florestas africanas.






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